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Rastreamento do Câncer de Mama

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres no Brasil e no mundo, ficando atrás somente do câncer de pele (do tipo não-melanoma). O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que sejam diagnosticados 59700 novos casos de câncer durante o ano de 2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. 

Diagnóstico precoce e chance de cura

Em vista desses dados, encontramos a importância em rastrear esta doença, com o objetivo de diagnosticá-la precocemente, aumentando as suas chances de cura. Descobrir a doença em estágio inicial é primordial para alcançarmos a cura da doença, além da possibilidade de um tratamento menos agressivo e, na maioria das vezes, a preservação cirúrgica da mama.

Mamografia: principal exame para rastreamento

A mamografia é o principal exame que pode auxiliar na detecção precoce do câncer de mama, quando realizada em mulheres assintomáticas, numa faixa etária em que haja um balanço favorável entre benefícios e riscos desse exame. A mamografia é capaz de detectar nódulos pequenos, assimetrias e as microcalcificações que são alterações visíveis somente neste exame e podem se tratar de câncer de mama em estágio muito inicial.

As principais vantagens da rastrearmos o câncer de mama são a detecção da doença em estágio inicial, o que permite a redução da mortalidade pela doença, diminuição dos traumas físicos (tratamento em fases mais precoces: cirurgia de porte menor, ou seja, conservar a mama, evitar a retirada dos linfonodos da axila, além da possibilidade de evitar a quimioterapia em algumas situações), garantindo uma maior sobrevida à doença.

A principal crítica para a realização de mamografia de maneira sistemática é o diagnóstico excessivo de alterações mamárias que não alteraram a vida da mulher, mas causam um aumento do número de exames, reconvocações e até mesmo biópsias desnecessárias.⠀⠀

Com qual regularidade é indicado o rastreamento do câncer de mama?⠀⠀⠀⠀⠀

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam para mulheres com risco habitual (sem alto risco para câncer de mama):

▪ Mamografia anual para as mulheres a partir dos 40 anos de idade.

▪ A partir de 75 anos de idade, individualizar a indicação de acordo com a expectativa de vida.

© 2020.Dra. Danielle Cristina Miyamoto Araújo - CRM: 156030 | RQE Mastologia: 73734 | RQE Ginecologia e Obstetrícia: 69083 Todos os Direitos Reservados.